A falta de consenso entre Rui Costa e Jaques Wagner impede avanço nas negociações
Foto: Ricardo Stuckert
Desde as primeiras horas da manhã desta quinta, por volta das 6h, houve uma tentativa de acordo entre as principais lideranças, mas o esforço não prosperou. A expectativa era de que o anúncio do nome para a vice ocorresse após a entrevista concedida por Lula à Record, o que acabou não se concretizando. Nem mesmo a articulação de um último encontro durante a tarde foi suficiente para avançar nas tratativas.
Nos bastidores, o principal entrave segue sendo o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que resiste à manutenção do atual vice-governador Geraldo Júnior na chapa. O petista, que agora estará livre dos compromissos da Casa Civil, tenta impor sua posição dentro do grupo político, enquanto o senador Jaques Wagner atua em sentido oposto, defendendo a permanência de Geraldo Jr. e buscando demonstrar força na condução das decisões.
No meio da disputa, Jerônimo Rodrigues tem adotado postura discreta e evitado se posicionar sobre o tema, o que amplia a tensão entre as correntes internas da base. A indefinição ocorre em um momento sensível da pré-campanha e expõe divergências que, até então, vinham sendo tratadas de forma mais reservada.
O clima de incerteza ganhou novos contornos após a ausência de Geraldo Júnior no evento com Lula, realizado nesta quinta-feira em Salvador, voltado ao anúncio de obras estruturantes, como o VLT e a ampliação do metrô. A falta do vice-governador foi interpretada como mais um sinal de desgaste e reforçou a leitura de que ele enfrenta um processo de isolamento político dentro da base. Geraldinho também não foi receber o presidente no aeroporto, um dia antes.
Sem acordo e com posições endurecidas, Lula embarcou no avião presidencial no início da tarde e deixou a capital baiana sem conseguir cumprir o papel de mediador esperado por aliados. O impasse permanece aberto. Fonte: BNwes.


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